Asas de Desejo
A sociedade não é livre coisa nenhuma! E as pessoas que a preenchem, muito menos!
Porque, se assim fosse, além de livre naquilo que desejo, teria as asas para o concretizar.
Sou livre para pensar, não discordo, mas haverá tempo ?! E de que me serve desejar - se possível em simultâneo - momentos, sensações, luzes, sabores, visões, sons e lugares se não me restam mais do 3 ou 4 horas após o quotidiano profissional (se possível bem disfrutado)? Valha-me a Senhora do Lago, que até gosto muito do que faço e...mesmo assim, evidentemente que não me basta!
Pois, existe luz ao fundo do túnel e nem é ao fundo do túnel, é já ao virar da esquina. O segredo estará, segundo vários especialistas, em dar asas a essas escassas horas, transformando-as e retirando-lhes o peso da ampulheta (mecanismo que agora não interessa nada, o que vale é arriscar a deixa e esperar que a metáfora funcione).
Admito que o cansaço me condicione alguns pontos de vista mais sensatos, nomeadamente, aqueles que defendem os bandos (mais suave!) ou os rebanhos (mais Brokeback Mountain) em que nos tornamos para facilitar e dinamizar a vida em sociedade.
Mas, hoje sinto uma náusea. Tenho vontade de ser o tsunami (sempre quis usar o termo, sem malícia, desculpem-me) no meio de tantas mentes adormecidas.
E o tsunami leva-me a um destino já visitado: o mar. Por isso, esplanada na praia luminosa com aqueles cogumelos a gás (não são alucinogéneos, não) é hipótese a ponderar.
Nem que fosse só pela sensação de ver a cidade no marasmo da tarde. Nem que fosse para escrever palavras como as seguintes, por exemplo, que me saem dos dedos sem pedir licença: Estou farta do frio e da electricidade estática que - literalmente - me põe os cabelos em pé. Também não quero chuva em exagero que pode provocar caruncho na alma...
Porque, se assim fosse, além de livre naquilo que desejo, teria as asas para o concretizar.
Sou livre para pensar, não discordo, mas haverá tempo ?! E de que me serve desejar - se possível em simultâneo - momentos, sensações, luzes, sabores, visões, sons e lugares se não me restam mais do 3 ou 4 horas após o quotidiano profissional (se possível bem disfrutado)? Valha-me a Senhora do Lago, que até gosto muito do que faço e...mesmo assim, evidentemente que não me basta!

Admito que o cansaço me condicione alguns pontos de vista mais sensatos, nomeadamente, aqueles que defendem os bandos (mais suave!) ou os rebanhos (mais Brokeback Mountain) em que nos tornamos para facilitar e dinamizar a vida em sociedade.
Mas, hoje sinto uma náusea. Tenho vontade de ser o tsunami (sempre quis usar o termo, sem malícia, desculpem-me) no meio de tantas mentes adormecidas.
E o tsunami leva-me a um destino já visitado: o mar. Por isso, esplanada na praia luminosa com aqueles cogumelos a gás (não são alucinogéneos, não) é hipótese a ponderar.
Nem que fosse só pela sensação de ver a cidade no marasmo da tarde. Nem que fosse para escrever palavras como as seguintes, por exemplo, que me saem dos dedos sem pedir licença: Estou farta do frio e da electricidade estática que - literalmente - me põe os cabelos em pé. Também não quero chuva em exagero que pode provocar caruncho na alma...
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